Talvez haja alguma coisa nova me esperando ao sol nascer, algum
motivo a mais pra sorrir ou simplesmente pra sair um pouco da rotina. Posso inventar algum motivo pra andar de ônibus, e se der a sorte eu
encontre algum poema colado na traseira do banco ou algum poeta para uma
boa prosa. Talvez o sol nem esquente tanto, apenas clareie o dia, e aí
quem sabe poderei passar o mesmo na companhia de alguma escrita, lendo
uma história agradável, ou passeando com um bom amigo. Eu sei que o
tempo que tenho aqui é muito curto, e por isso me bate o desespero: O
que fazer para significar minha vida, mas dar sentido mesmo, alguma
coisa que faça eu ter motivos pra acordar cada manhã sorrindo,
independente de tudo. É tanta responsabilidade, e estamos aqui tão
perdidos, escrevendo histórias nas páginas desse grande livro de nossa
autoria... Não tenho, porém, a intenção de me deter em qualquer idéia
que limite tudo. Vivo assim nessa procura, buscando sempre algum sentido
que me motive a continuar caminhando e também escrevendo. Como poetiza aprendiz, vivo a
responsabilidade de significar o breve parêntese da minha existência e
aproveitar esse tempo, mesmo com a imensa vontade de prolongar a vida só
para ter tempo de viver novas experiências, de dividir mais sorrisos e
ganhar mais abraços:
"Ouça! Lá fora o sino já está
batendo, e aqui dentro tem um bolo no forno prestes a ser servido, que o
nosso amigo preparou. O bater dos sinos... Eu não sei, talvez seja
apenas um aviso de que já são horas, ou será a Vida nos cobrando o tempo que está passando por essa janela, tempo que passa e não volta?"
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